quarta-feira, 8 de junho de 2011

Respons(a)bilidade e (des)Comprometimento

Segundo o dicionário Priberam

responsabilidade 

s. f.
Obrigação de responder pelas acções! próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas.

Até aqui tudo claro. 

Porém o termo responsabilidade não consta no interior de algumas pessoas deste modo ou por vezes penso que nem sequer consta. O que é de estranhar porque muito se fala deste conceito. 

Penso que  o que existe em grande quantidade são pessoas com habilidade para fugir à responsabilidade ou ao significado dela.

Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa

comprometimento
s. m.
1. Acto! de comprometer-se.
2. Responsabilidade de pessoa comprometida.
3. Fig. Vergonha.
4. Espiga.
5. Entalação.

comprometer (ê) - Conjugar 
(latim compromitto, -ere)
v. tr.
1. Obrigar por compromisso.
2. Tornar responsável.
3. Empenhar.
4. Expor a perigo, quebra, dano, desaire ou vergonha.
5. Expor à maledicência.
6. Tornar suspeito.
v. pron.
7. Obrigar-se.
8. Responsabilizar-se.
9. Ficar malvisto.

Já comprometimento tem vários significados conforme o contexto mas está sempre directamente relacionado com responsabilidade.

Comprometo-me com algum objectivo, projecto, pessoa ou coisa quando quero contribuir positivamente, sei que tenho essa capacidade e quero fazê-lo. Acontece também comprometer-me com algo porque tenho responsabilidade nisso ou por isso, não porque queira mas porque me foi atribuída, e tenho de levar a situação para a frente da melhor maneira, tomo a decisão de o fazer e não deixar o barco.
 Comprometimento não trás só a felicidade de por considerarmos nossa obrigação levarmos o nosso projecto a bom porto. Até lá chegar pode cair-se várias vezes, errar, errar, errar até acertar ou por condicionamentos externos não chegarmos lá da melhor maneira. 

É pena é que para certas pessoas comprometimento tenha o significado de entalação sempre e que responsabilidade seja uma palavra demasiado pesada para ser transportada bem perto todos os dias. 

Comprometer-mo-nos em projectos em que os restantes elementos se descomprometem mas não deixam o barco é que é um grande bico de obra.

Quando faço algo com gosto, paixão e entrega o comprometimento e a responsabilidade são automáticas, visto a camisola até ao fim.

Tudo aquilo por que sou responsável acaba por fazer parte de mim. O meu esforço move-se em torno do que é importante e se é importante envolve-me de tal maneira que assumo um comprometimento acerca disso.

É triste aperceber-me de que mais do que não serem responsáveis pelas atitudes próprias não são responsáveis pelas suas atitudes como elemento de um grupo.

Esta é a minha realidade no que diz respeito a responsabilidade e comprometimento.

Qual é a tua?





quinta-feira, 26 de maio de 2011

Origens


Há fotos que nos fazem relembrar momentos, histórias, lugares, pessoas.
Gosto particularmente desta foto.
Faz-me pensar no quanto gosto de voltar a casa. As texturas, cheiros, sons. Tudo aquilo de que não abdico.
É um borrego, sim. Porque é que uma foto de um borrego é determinante e me prende tanto a atenção?
Porque acompanhei o desenvolvimento dele, desde o nascimento até agora. Tal como acompanhei desde que me lembro o desenvolvimento dos meus animais, das árvores, plantações. O prazer de comer a fruta logo que a colho...
Esta simples imagem leva-me para o lugar exacto de onde eu sei que sou. Nem sempre o soube com toda a certeza que sei hoje.
Privilegio cada vez mais os prazeres simples do campo. Não consigo explicar a dimensão do sentimento e ligação.
O simples facto de saber de onde vem o que como. Não vou ser hipócrita e afirmar que este borrego é um animal de estimação, não é. Foi criado com o intuito de ser comido. Sei o que implica ter carne no prato para comer. A comida não vem de latas, embalagens ou mesmo do talho. Tem um contexto anterior e sei que é preciso sacrificar um animal para esse efeito. Aprendi a respeitar.
Os convívios em família, a partilha... Advém de todas as relações e conhecimentos que têm passado de geração em geração.
Por muito que tudo mude, o meu porto de abrigo é o sítio que invariavelmente chamo casa e as pessoas que me acolhem com toda a alegria cada vez que regresso.

domingo, 22 de maio de 2011

Sono Perfeito

Ana

Ri-te comigo mais um bocadinho por favor!

Até à exaustão, até chorar a rir.

Lês-me os olhos num relance, já conheces tanto de mim.

Contrarias-me as manias, gritas com a apatia.

O que seria de mim sem ti?

Espera só um bocadinho,

Chego aí num instantinho,

Por ti eu vou a correr!

Não te falho, acredita.

Antes, agora, depois

Hei-de-te sempre conhecer.

Compreendes-me a loucura,

Ouves-me sem reclamar,

e és dura quando tem de ser.

Mimas-me como a uma criança,

Minha irmã,

Não de sangue mas de viver.

Marisa

É bom ouvir dizer-te o quanto gostas de mim e me estás grata.

Provavelmente também nunca te disse o quanto gosto de ti. 

A nossa amizade é como respirar. Não penso o que é respirar, a importância que tem, não decomponho o processo, apenas continuo a fazê-lo, não por saber que se parar vou morrer mas porque não consigo deixar de fazê-lo. 

Soube bem ouvir-te ler a carta que escreveste, rever-me em cada frase e ficar sem palavras. Comentá-la seria completar um vazio de conteúdo e intenção que não existe. 

É Aquilo mesmo e fico muito feliz por isso.

A base do que temos é aceitarmos as nossas diferenças, os defeitos de cada uma e seguirmos juntas porque sabemos o que cada uma é nos mais pequenos pormenores.

Estar juntas diariamente, semanalmente por vezes até mensalmente? É complicado, muitas vezes irrealizável.
Sinto a tua falta. Tenho sentido a tua ausência. És das poucas pessoas a quem consigo dizer  "Sinto a tua falta". 

Quando nos encontramos não há falhas. A conversa recomeça como se o tempo não fosse tempo e o agora se descongelasse da última vez que nos vimos.

É fantástico não ter de te explicar a dimensão do que sinto por ti, é recíproco e apesar de não to dizer muitas vezes faço-te sentir.

Adoro-te.

Catarina

terça-feira, 19 de abril de 2011

XX- Stars

I can give it all on the first date
I don't have to exist outside this place
And dear know that I can change

But if stars, shouldn't shine
By the very first time
Then dear it's fine, so fine by me
'Cos we can give it time
So much time
With me

And I can draw the line on the first date
I'll let you cross it
Let you take every line I've got
When the time gets late

But if stars, shouldn't shine
By the very first time
Then dear it's fine, so fine by me
'Cos we can give it time
So much time
With me

If you want me
Let me know
Where do you wanna go
No need for talking
I already know
If you want me
Why go
[x2]


Sentir

Sentir… Sentir… Sentir…
Só consigo sentir…
Deixar-me levar por esta doçura
O tempo é todo nosso
Não consigo falar,
Explicar-te o quanto me enches o coração
É tão etéreo
Mal damos pela importância
Mas esmaga-nos nas ausências
É tão fácil como respirar
Inato… Perfeito… Eterno…
O tempo e o espaço não existem
Só esta ligação…
É como se pairasse no céu
O Sol a brilhar em Nós
Fecha os olhos
Dá-me as mãos
Preciso de ti bem perto
Silêncio…
A nossa música é o bater dos corações