quinta-feira, 26 de maio de 2011
Origens
Há fotos que nos fazem relembrar momentos, histórias, lugares, pessoas.
Gosto particularmente desta foto.
Faz-me pensar no quanto gosto de voltar a casa. As texturas, cheiros, sons. Tudo aquilo de que não abdico.
É um borrego, sim. Porque é que uma foto de um borrego é determinante e me prende tanto a atenção?
Porque acompanhei o desenvolvimento dele, desde o nascimento até agora. Tal como acompanhei desde que me lembro o desenvolvimento dos meus animais, das árvores, plantações. O prazer de comer a fruta logo que a colho...
Esta simples imagem leva-me para o lugar exacto de onde eu sei que sou. Nem sempre o soube com toda a certeza que sei hoje.
Privilegio cada vez mais os prazeres simples do campo. Não consigo explicar a dimensão do sentimento e ligação.
O simples facto de saber de onde vem o que como. Não vou ser hipócrita e afirmar que este borrego é um animal de estimação, não é. Foi criado com o intuito de ser comido. Sei o que implica ter carne no prato para comer. A comida não vem de latas, embalagens ou mesmo do talho. Tem um contexto anterior e sei que é preciso sacrificar um animal para esse efeito. Aprendi a respeitar.
Os convívios em família, a partilha... Advém de todas as relações e conhecimentos que têm passado de geração em geração.
Por muito que tudo mude, o meu porto de abrigo é o sítio que invariavelmente chamo casa e as pessoas que me acolhem com toda a alegria cada vez que regresso.
domingo, 22 de maio de 2011
Ana
Ri-te comigo mais um bocadinho por favor!
Até à exaustão, até chorar a rir.
Lês-me os olhos num relance, já conheces tanto de mim.
Contrarias-me as manias, gritas com a apatia.
O que seria de mim sem ti?
Espera só um bocadinho,
Chego aí num instantinho,
Por ti eu vou a correr!
Não te falho, acredita.
Antes, agora, depois
Hei-de-te sempre conhecer.
Compreendes-me a loucura,
Ouves-me sem reclamar,
e és dura quando tem de ser.
Mimas-me como a uma criança,
Minha irmã,
Não de sangue mas de viver.
Até à exaustão, até chorar a rir.
Lês-me os olhos num relance, já conheces tanto de mim.
Contrarias-me as manias, gritas com a apatia.
O que seria de mim sem ti?
Espera só um bocadinho,
Chego aí num instantinho,
Por ti eu vou a correr!
Não te falho, acredita.
Antes, agora, depois
Hei-de-te sempre conhecer.
Compreendes-me a loucura,
Ouves-me sem reclamar,
e és dura quando tem de ser.
Mimas-me como a uma criança,
Minha irmã,
Não de sangue mas de viver.
Marisa
É bom ouvir dizer-te o quanto gostas de mim e me estás grata.
Provavelmente também nunca te disse o quanto gosto de ti.
A nossa amizade é como respirar. Não penso o que é respirar, a importância que tem, não decomponho o processo, apenas continuo a fazê-lo, não por saber que se parar vou morrer mas porque não consigo deixar de fazê-lo.
Soube bem ouvir-te ler a carta que escreveste, rever-me em cada frase e ficar sem palavras. Comentá-la seria completar um vazio de conteúdo e intenção que não existe.
É Aquilo mesmo e fico muito feliz por isso.
A base do que temos é aceitarmos as nossas diferenças, os defeitos de cada uma e seguirmos juntas porque sabemos o que cada uma é nos mais pequenos pormenores.
Estar juntas diariamente, semanalmente por vezes até mensalmente? É complicado, muitas vezes irrealizável.
Sinto a tua falta. Tenho sentido a tua ausência. És das poucas pessoas a quem consigo dizer "Sinto a tua falta".
Quando nos encontramos não há falhas. A conversa recomeça como se o tempo não fosse tempo e o agora se descongelasse da última vez que nos vimos.
É fantástico não ter de te explicar a dimensão do que sinto por ti, é recíproco e apesar de não to dizer muitas vezes faço-te sentir.
Adoro-te.
Catarina
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