Provavelmente também nunca te disse o quanto gosto de ti.
A nossa amizade é como respirar. Não penso o que é respirar, a importância que tem, não decomponho o processo, apenas continuo a fazê-lo, não por saber que se parar vou morrer mas porque não consigo deixar de fazê-lo.
Soube bem ouvir-te ler a carta que escreveste, rever-me em cada frase e ficar sem palavras. Comentá-la seria completar um vazio de conteúdo e intenção que não existe.
É Aquilo mesmo e fico muito feliz por isso.
A base do que temos é aceitarmos as nossas diferenças, os defeitos de cada uma e seguirmos juntas porque sabemos o que cada uma é nos mais pequenos pormenores.
Estar juntas diariamente, semanalmente por vezes até mensalmente? É complicado, muitas vezes irrealizável.
Sinto a tua falta. Tenho sentido a tua ausência. És das poucas pessoas a quem consigo dizer "Sinto a tua falta".
Quando nos encontramos não há falhas. A conversa recomeça como se o tempo não fosse tempo e o agora se descongelasse da última vez que nos vimos.
É fantástico não ter de te explicar a dimensão do que sinto por ti, é recíproco e apesar de não to dizer muitas vezes faço-te sentir.
Adoro-te.
Catarina
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