domingo, 22 de maio de 2011

Marisa

É bom ouvir dizer-te o quanto gostas de mim e me estás grata.

Provavelmente também nunca te disse o quanto gosto de ti. 

A nossa amizade é como respirar. Não penso o que é respirar, a importância que tem, não decomponho o processo, apenas continuo a fazê-lo, não por saber que se parar vou morrer mas porque não consigo deixar de fazê-lo. 

Soube bem ouvir-te ler a carta que escreveste, rever-me em cada frase e ficar sem palavras. Comentá-la seria completar um vazio de conteúdo e intenção que não existe. 

É Aquilo mesmo e fico muito feliz por isso.

A base do que temos é aceitarmos as nossas diferenças, os defeitos de cada uma e seguirmos juntas porque sabemos o que cada uma é nos mais pequenos pormenores.

Estar juntas diariamente, semanalmente por vezes até mensalmente? É complicado, muitas vezes irrealizável.
Sinto a tua falta. Tenho sentido a tua ausência. És das poucas pessoas a quem consigo dizer  "Sinto a tua falta". 

Quando nos encontramos não há falhas. A conversa recomeça como se o tempo não fosse tempo e o agora se descongelasse da última vez que nos vimos.

É fantástico não ter de te explicar a dimensão do que sinto por ti, é recíproco e apesar de não to dizer muitas vezes faço-te sentir.

Adoro-te.

Catarina

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